Aprea • Advocacy

Brasil finalmente
livre do Amianto

Amianto
causa câncer.

Uma das mais importantes campanhas de advocacy sobre esse tema em andamento no Brasil. Feita em parceria com o Observatório do Amianto, do qual fazem parte: Associação Paranense das Vítimas Expostas ao Amianto – APREAA, Ministério Público do Trabalho no Paraná, Ministério Público do Estado do Paraná, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner, Secretaria de Saúde da Cidade de Curitiba, Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, Ministério do Trabalho e Previdência Social do Governo Federal.

O amianto já foi banido em quase 70 países, entre eles todos os países da União Europeia, Japão, Austrália, Argentina, Uruguai e Chile, mas infelizmente o lobby impediu durante muitos anos que ele fosse banido no Brasil, expondo não apenas todos os trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva, como mineradores, empregados da construção civil, instaladores e transportadores, como também todos nós, usuários e consumidores dessa fibra, colocada de maneira descontrolada no mercado.

Inúmeras reuniões deram origem a este projeto, que foi para as ruas de todo o Paraná e Distrito Federal com a contribuição das diversas entidades envolvidas, construindo um real pertencimento da comunidade envolvida.

Iniciada em julho de 2017, a campanha continua ativa e não tem data para acabar.

Em dezembro de 2017, uma importante conquista: o STF determinou o banimento do amianto no Brasil! Está proibida, portanto, a extração, industrialização e comercialização dessa fibra - uma luta que as entidades travam desde os anos 70.

O movimento ganha uma importância ainda maior: é uma ferramenta ativa de identificação de trabalhadores e familiares adoecidos por causa do amianto, que terão acompanhamento de saúde durante os próximos anos. O próximo passo é continuar lutando pela construção de uma política pública correta para a retirada, substituição e destinação do amianto presente em construções de todo o país.

A campanha na TV aberta e fechada, mobiliários urbanos, outdoors, jornais impressos e digitais e rádios reforça, no Paraná, o esclarecimento junto à população, e, no Distrito Federal, a conscientização de Ministros do STF e demais poderes envolvidos na legislação sobre o amianto. A websérie documental já conta com vários capítulos, reunindo entrevistas com especialistas das áreas de saúde, trabalho e legislação, além de vítimas da exposição ao amianto. 

A campanha também está sendo adotada por outros estados no Brasil e tem sido mencionada em diversos encontros nacionais e internacionais como uma das mais importantes mobilizações com este objetivo. 

Acompanhe um pouco deste trabalho e participe.

www.observatoriodoamianto.com.br

www.facebook.com/ObservatoriodoAmianto

Em dezembro de 2017, a fibra cancerígena que já foi proibida em mais de 60 países foi finalmente banida no Brasil. O movimento reune ativistas e identifica vítimas expostas ao amianto.

Resultados

Banimento no Brasil

O movimento tem criado mais conscientização quanto ao produto em toda a sociedade. Com a campanha, conseguimos que os Ministros do Supremo Tribunal Federal mantivessem a proibição do uso do amianto em São Paulo. Em dezembro de 2017, finalmente o STF determinou o banimento total do amianto em todo o país, proibindo sua extração, industrialização e comercialização. Uma conquista histórica, perseguida desde os anos 70 por entidades de saúde e de segurança. A luta agora é pela identificação de vítimas adoecidas pelo contato com o amianto e pela construção de uma política pública de remoção, descarte e substituição das telhas de amianto usadas em todo o país.

Apoio e atendimento às vítimas

A campanha já identificou centenas de pessoas expostas ao amianto, muitas já com sintomas, que terão acompanhamento de saúde feito pelo Hospital de Clínicas da UFPR e pelo Hospital Erasto Gaertner, ambos em Curitiba, durante os próximos anos.

Mais de 40 mil ativistas

Em cerca de seis meses, formamos uma rede com mais de 40 mil ativistas que participam em uma comunidade nas redes sociais, nos ajudando a compartilhar, levar informação para mais pessoas e identificar as vítimas do amianto. Essa comunidade tem crescido diariamente, com níveis altíssimos de interações nas redes.

Mudanças no varejo

As redes de varejo já perceberam que não é interessante para seus negócios manter estoque de um produto que cada vez mais pessoas sabem ser nocivo à saúde, forçando, da maneira mais eficiente que existe, uma mudança na tecnologia de produção de toda a gama de produtos que hoje utilizam o amianto em sua matéria-prima.

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