Aprea • Advocacy

Por um Brasil civilizado,
livre do Amianto

Amianto
causa câncer.

Uma das mais importantes campanhas de advocacy sobre esse tema em andamento no Brasil. Feita em parceria com o Observatório do Amianto, do qual fazem parte: Associação Paranense das Vítimas Expostas ao Amianto – APREAA, Ministério Público do Trabalho no Paraná, Ministério Público do Estado do Paraná, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner, Secretaria de Saúde da Cidade de Curitiba, Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, Ministério do Trabalho e Previdência Social do Governo Federal.

O amianto já foi banido em quase 70 países, entre eles todos os países da União Europeia, Japão, Austrália, Argentina, Uruguai e Chile, mas infelizmente o lobby impede que ele seja banido no Brasil, expondo não apenas todos os trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva, como mineradores, empregados da construção civil, instaladores e transportadores, como também todos nós, usuários e consumidores dessa fibra, que é colocada de maneira descontrolada no mercado.

Inúmeras reuniões deram origem a este projeto, que foi para as ruas de todo o Paraná e Distrito Federal com a contribuição das diversas entidades envolvidas, construindo um real pertencimento da comunidade envolvida.

Iniciada em julho de 2017, a campanha continua ativa e não tem data para acabar, sendo atualmente uma ferramenta de pesquisa e identificação de trabalhadores e seus familiares adoecidos pela exposição à fibra. Os próximos passos são continuar lutando pelo banimento do amianto em todo o território nacional e pela construção de uma política correta para a retirada, substituição e destinação do amianto presente em construções de todo o país.

A campanha na TV aberta e fechada, mobiliários urbanos, outdoors, jornais impressos e digitais e rádios reforça, no Paraná, o esclarecimento junto à população, e, no Distrito Federal, a conscientização de Ministros do STF e demais poderes envolvidos na legislação sobre o amianto.

A websérie documental já conta com vários capítulos, reunindo entrevistas com especialistas das áreas de saúde, trabalho e legislação, além de vítimas da exposição ao amianto. 

A campanha também está sendo adotada por outros estados no Brasil e tem sido mencionada em diversos encontros nacionais e internacionais como uma das mais importantes mobilizações com este objetivo. 

Acompanhe um pouco deste trabalho e participe da luta pelo banimento do amianto. As peças disponíveis aqui também podem ser compartilhadas.

www.observatoriodoamianto.com.br

www.facebook.com/ObservatoriodoAmianto

Fibra que causa câncer já foi banida em mais de 60 países. O movimento reune ativistas e identifica vítimas expostas ao amianto.

Resultados

Um passo para o banimento

O movimento tem criado mais conscientização quanto ao produto em toda a sociedade. Com a campanha, conseguimos que os Ministros do Supremo Tribunal Federal mantivessem a proibição do uso do amianto em São Paulo, com possibilidade de aplicação desta lei em todo o país, estado a estado, impedindo a produção e comercialização do amianto. Uma conquista histórica, perseguida desde os anos 70, que ainda não representa uma vitória completa pelo banimento, mas um passo importantíssimo. A luta agora é pelo banimento em todos os estados da Federação.

40 mil ativistas

Em cerca de seis meses, formamos uma rede com mais de 40 mil ativistas que participam em uma comunidade nas redes sociais, nos ajudando a compartilhar, divulgar e levar informação para cada dia mais pessoas. Essa comunidade tem crescido diariamente, com níveis altíssimos de interações nas redes. Temos clareza que a conscientização obtida através da campanha vem crescendo rapidamente e com relevância.

Mudanças no varejo

As redes de varejo já perceberam que não é interessante para seus negócios manter estoque de um produto que cada vez mais pessoas sabem ser nocivo à saúde, forçando, da maneira mais eficiente que existe, uma mudança na tecnologia de produção de toda a gama de produtos que hoje utilizam o amianto em sua matéria-prima.

Apoio e atendimento às vítimas

A campanha já identificou centenas de pessoas expostas ao amianto, muitas já com sintomas, que terão acompanhamento de saúde feito pelo Hospital de Clínicas da UFPR e pelo Hospital Erasto Gaertner, ambos em Curitiba, durante os próximos anos.

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